Sobre o amar e o desamor; Sobre voltar a amar.
Me sinto ambígua.
Entre o vazio e a raiva, a dor da falta é insuportável.
Então, escolho a raiva.
A decepção dura pouco tempo, pois, por mais real que seja, é somente um pingo lacrimoso em uma bela história de amor.
Me sinto ambígua, criarei um clube para aqueles que não querem sofrer pelo amor machucado. Para aqueles que veem o tortuoso por trás do amor sentido.
É outra parte difícil que agora surge. Aceitar que quem amamos são mal feitores tanto quanto nós. E, quando o amor se fez genuíno... A raiva já passou, se esvaiu no pouco tempo em que estava pensando em senti-la.
O que sobraram foram memórias. Gostaria eu que fossem ruins. Memórias boas trazem um buraco ao peito, o inteiro de cada lado que se separou. O cantinho ali que antes era reservado para nós ficou vazio.
O presente que eu mais gostaria de ganhar está em falta, sem previsão de chegada. Então, busco a melhor forma de caminhar pela tempestade, mesmo sabendo que já estou molhada. Pronta para escorregar novamente.
Texto por Natalia Maciel.