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Direito À Greve, Preservação Trabalhista Ou Lesão Ao Coletivo?

Quando o tópico é direito ao ser humano difícil torna-se falar sobre, de muitas falhas a sociedade e seu sistema o englobam, trazendo consigo antagonismos entre as "castas sociais" existentes. Ao adentrar o mundo do proletário, é possível analisar a luta entre o opressor e o oprimido, que antigamente sofria nas mãos da burguesia e hoje sofre direta e indiretamente pelas garras sujas e bem posicionadas do Estado.

Ao se tratar das garantias do trabalhador, este recebeu suas "regalias" com o passar do tempo, visto que, retrocedendo na história dos tempos autoritários, ter uma voz era sinal de desrespeito e perjúrio contra àqueles que estavam no poder, em que o topo da cadeia alimentar da época decidia o merecimento de modo de vida adequado para as classes sociais. Logo, lutar por seus direitos, básicos ou não, era demonstração de ingratidão e balbúrdia. Atualmente a vida tornou-se muito melhor de se viver comparando-se com as décadas precedentes, ou menos explorada e calada por assim dizer, graças às greves e protestos que a posteriori foram permitidos.

O dito direito funciona, ou pelo menos deveria funcionar, garantindo que o que é dado no discurso, seja dado na prática para a preservação do operário ali vendendo seus serviços, sua mão de obra. Entretanto, da mesma forma que se encontram prós, os contras surgem em momentos de crise, lesionando o corpo social, como foi visto na greve dos caminhoneiros que atingiu todo o território brasileiro, greve esta que mostrou a força da base do sistema produtor em relação à diversos setores do país. Todavia, por mais que a greve traga seus malefícios, é preciso se pensar em quem está exercendo tais direitos e deveres, sendo da área pública ou privada, sendo claramente fácil para quem não faz parte do problema analisar ou ignorar a situação como algo simples, quando na realidade, o país se encontra parado nos direitos básicos do proletariado, proletariado, este, que movimenta os sistemas do país.

Jocosamente, é desta forma que os trabalhadores que fazem girar as rodas base da economia se encontram: parados em sua existência, mas em constante movimento econômico para sua própria sobrevivência. 

Uma das formas de representação de pirâmide social e como é composta, sem diferir demasiadamente, em todo o mundo.


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