Os ventos estão mudando
Sinto a metamorfose chegar, sonho com tua presença. Onde há mudança, há movimento, há vida. Junto a todo esse vento redirecionado, o desconforto, a dor e o desgaste.
E como dizem por aí, a zona de conforto é deliciosa. Mas nada acontece por lá. Me pego pensando que caminho é esse que se toma, só uma lâmpada está acesa. E quanta esperança carrega essa lâmpada!
Pego-me perambulando por aí, às vezes, sem rumo. Se isso não acontecesse, acho que duvidaria mesmo assim. Essa é a quebra do ser humano, a rachadura que pode nos desmanchar.
Pega uma estrada aqui, uma lá e se tudo vier em contramão, vai pelo mato, vai por onde ninguém foi. Cria teu próprio caminho. Constrói tuas pedras, suja os pés na grama, na lama e na trama. Lembra por onde andou nas marcas da tua natureza.
Os ventos estão mudando. E essa é a maior constância de nossas sujeiras trilhadas.
Texto por Natalia Maciel.