Pular para o conteúdo principal

Os Ventos Estão Mudando

Os ventos estão mudando
Sinto a metamorfose chegar, sonho com tua presença. Onde há mudança, há movimento, há vida. Junto a todo esse vento redirecionado, o desconforto, a dor e o desgaste.

E como dizem por aí, a zona de conforto é deliciosa. Mas nada acontece por lá. Me pego pensando que caminho é esse que se toma, só uma lâmpada está acesa. E quanta esperança carrega essa lâmpada!

Pego-me perambulando por aí, às vezes, sem rumo. Se isso não acontecesse, acho que duvidaria mesmo assim. Essa é a quebra do ser humano, a rachadura que pode nos desmanchar.

Pega uma estrada aqui, uma lá e se tudo vier em contramão, vai pelo mato, vai por onde ninguém foi. Cria teu próprio caminho. Constrói tuas pedras, suja os pés na grama, na lama e na trama. Lembra por onde andou nas marcas da tua natureza.

Os ventos estão mudando. E essa é a maior constância de nossas sujeiras trilhadas.

Texto por Natalia Maciel.

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha Crítica: O Colecionador - John Fowles

Resenha Crítica.  Título: O Colecionador  Título original: The Collector  Autor: John Fowles  Tradução: Fernando de Castro Ferro  Editora: Abril (1 Janeiro 1980)  Número de páginas: 238 O livro "O Colecionador" foi a primeira obra de John Fowles, escrita em 1963, trata-se de um romance e suspense com bases psicológicas perceptíveis em seu enredo. O escrito aborda a história de Frederick Clegg e seu amor platônico doentio por Miranda Grey, moça que Frederick observava desde mais jovem e por quem cultivava grande admiração, como se a mesma fosse um espécime raro de borboleta.  O autor trouxe unicidade para suas páginas ao contar a história de Frederick e Miranda, trazendo relatos da vida medíocre, simples e conservadora de Freddie, que vivia com sua Tia Annie e sua prima Mabel, a quem achava imenso desperdício de vida por ser deficiente. A maior paixão de "Ferdinand", como se apresenta para Miranda, é colecionar borboletas, paixão, esta, instigada desde...

A Pureza das Pequenas Estrelas

A pureza das pequenas estrelas Estrela nascida em céu de incerteza. Criada em vida no simples do colo materno. Ô Estrelinha, revirou meu peito de amor. Não consigo entender o estelar infantil. Nada te fiz, nem te prometi. Mal estava aqui. Mas seu abraço apertado, suas palavras intocáveis, me fizeram sentir a estranheza do sentimento desvinculado. Ô Estrelinha. Como é que fizestes isso? Logo comigo que levantei tantos ceticismos. Nasceu, disso tenho certeza, no céu mais limpo que havia. De estrela só havia você, e do seu carinho outras estrelas nasceram. De você, Estrelinha, veio a pureza das pequenas estrelas. Texto por Natalia Maciel.   

Direito À Greve, Preservação Trabalhista Ou Lesão Ao Coletivo?

Quando o tópico é direito ao ser humano difícil torna-se falar sobre, de muitas falhas a sociedade e seu sistema o englobam, trazendo consigo antagonismos entre as "castas sociais" existentes. Ao adentrar o mundo do proletário, é possível analisar a luta entre o opressor e o oprimido, que antigamente sofria nas mãos da burguesia e hoje sofre direta e indiretamente pelas garras sujas e bem posicionadas do Estado. Ao se tratar das garantias do trabalhador, este recebeu suas "regalias" com o passar do tempo, visto que, retrocedendo na história dos tempos autoritários, ter uma voz era sinal de desrespeito e perjúrio contra àqueles que estavam no poder, em que o topo da cadeia alimentar da época decidia o merecimento de modo de vida adequado para as classes sociais. Logo, lutar por seus direitos, básicos ou não, era demonstração de ingratidão e balbúrdia. Atualmente a vida tornou-se muito melhor de se viver comparando-se com as décadas precedentes, ou menos explorada e c...