O mais cego dos amores
Por que não consigo te ouvir? Por que me cansas tanto quando ouço tua voz, me reviras o estômago. Me dói o peito, acaba meu estoque de lágrimas.
É fantasioso. Disso preciso me lembrar. Me ama e eu te amo, mas é o mais dolorido dos amores. A culpa me come viva, bactérias se alimentam da minha carne. Estou perdida em meio ao maniqueísmo da vida e a complexidade do real.
Foi você quem me ensinou.
Como, em todas as dimensões, vou ignorar os meus valores?
Perdoa-me e desejo-te sorte em suas reencarnações. Que ascenda à luz do que é pleno.
Preciso enxergar novamente.
Texto por Natalia Maciel.