Senti a necessidade de expurgar alguns demônios. As nuvens estão carregadas, os trovões estão prontos a barulhar e, para que não incomode o descanso dos companheiros indesejados, acordarei meus convidados e os mandarei embora.
Mas antes, os ofereço um chá.
Nada melhor em tempos chuvosos.
Ah, o agridoce de ser estar no mundo. Não seja comigo aquilo que estou, mas esteja comigo naquilo que sou.
Logo mais os acordarei novamente. E, do endiabrado da vida, hoje sou mais que meus demônios, mas menos que sua ausência.
Texto por Natalia Maciel.