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Blocos de Cimento

Amar sua pessoa ameniza minhas taciturnas noites, amar ameniza minha taciturna vida.

Não há um dia em que eu possa viver sem melancolia, sem amor, e sem você. Mas se um dia eu vir a ter que presenciar particular acidente, terei que sobrepor o peso de tais sentimentos, e afagar o deleite de uma plena memória.

Mas hoje penso, qual memória? Vejo que minha lembrança pode ter se confundido. Então, espero. Espero eu que você deixe de existir, aos poucos, em mim.

Amanhã, existirá menos, já defini isso. Não me lembrarei mais de você, me lembrarei de (in)verdades. As histórias se foram, não existem mais, não espero mais.

Deixem que se quebrem os blocos de cimento.

Texto por Natalia Maciel.

 

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