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Um Retorno de Épocas

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O Mais Cego dos Amores

O mais cego dos amores Por que não consigo te ouvir? Por que me cansas tanto quando ouço tua voz, me reviras o estômago. Me dói o peito, acaba meu estoque de lágrimas. É fantasioso. Disso preciso me lembrar. Me ama e eu te amo, mas é o mais dolorido dos amores. A culpa me come viva, bactérias se alimentam da minha carne. Estou perdida em meio ao maniqueísmo da vida e a complexidade do real. Foi você quem me ensinou. Como, em todas as dimensões, vou ignorar os meus valores? Perdoa-me e desejo-te sorte em suas reencarnações. Que ascenda à luz do que é pleno. Preciso enxergar novamente. Texto por Natalia Maciel.

Somente na Memória

Somente na memória É lá que existes. É lá teu lugar. Vive numa parte tão iluminada em mim, que não preciso de luzes e holofotes frente às câmeras. Gosto de ti nos bastidores do meu bem mais preciso: minha mente. Lá te vivo e te repito. Te guardei para reprisar nossos momentos, aqueles em que a mão não alcança. Te sonho. Entende? É o conforto imutável do que há de mais gostoso e palatável.  Permanece-te ali. E somente ali, na memória, onde te vivo de forma plena. Texto por Natalia Maciel.

Arrependimentos Interruptos

Arrependimentos interruptos Do que passei, não me vieram arrependimentos. Atenção! Pensarei sempre sobre o andar da minha vida, mas de arrependimentos me interrompi de viver. Se foi, não há torturas do imaginário que me façam mudar o passado. De que adianta me bater por aquilo que ajudou na minha construção? Não digo eu que todos os meus passos me fizeram bem. Longe disso! Mas afogar memórias é, para mim, afogar "eus" passados, presentes e futuros. Afogar o direcionamento da vida. E se? Ô perguntinha doída... O "e se" não existe, meu bem. É ilusório. Se existisse, ele já seria. E, se quer que seja, não tente matar a dor passada, parta a vida que quiseres parir. Interrompi meus arrependimentos há muito tempo. E, desde então, estou em processo de parto. Texto por Natalia Maciel.                                                             ...

Vá Sem Pressa.

Vá sem pressa. Vá. Mas vá sem pressa. Enquanto estivermos juntos, de nada importa o tempo. Madrugadas se tornarão apenas dias ao contrário, tardes sem sol, iluminadas pela luz da lua. Por que a corrida, meu bem? Se estás comigo e estou com você, não há nomes, gritos e egos que me impedirão de ser feliz. Pararemos o rádio-relógio. Sussurros e horas serão um fundo nebuloso na nossa história. E nada mais que isso. Pois travaria guerras pelo seu sorriso, velejaria os sete mares pela sua risada. E somente esses seriam os sons que escutaria, os das bandeiras esteadas e das ondas navegadas. Ah! Juntos vamos ouvir a música que ainda não te mostrei. Levarei o disco no barco, fique tranquilo. Mas de sussurros nada ouviremos... Texto por Natalia Maciel.  

Os Ventos Estão Mudando

Os ventos estão mudando Sinto a metamorfose chegar, sonho com tua presença. Onde há mudança, há movimento, há vida. Junto a todo esse vento redirecionado, o desconforto, a dor e o desgaste. E como dizem por aí, a zona de conforto é deliciosa. Mas nada acontece por lá. Me pego pensando que caminho é esse que se toma, só uma lâmpada está acesa. E quanta esperança carrega essa lâmpada! Pego-me perambulando por aí, às vezes, sem rumo. Se isso não acontecesse, acho que duvidaria mesmo assim. Essa é a quebra do ser humano, a rachadura que pode nos desmanchar. Pega uma estrada aqui, uma lá e se tudo vier em contramão, vai pelo mato, vai por onde ninguém foi. Cria teu próprio caminho. Constrói tuas pedras, suja os pés na grama, na lama e na trama. Lembra por onde andou nas marcas da tua natureza. Os ventos estão mudando. E essa é a maior constância de nossas sujeiras trilhadas. Texto por Natalia Maciel.

A Pureza das Pequenas Estrelas

A pureza das pequenas estrelas Estrela nascida em céu de incerteza. Criada em vida no simples do colo materno. Ô Estrelinha, revirou meu peito de amor. Não consigo entender o estelar infantil. Nada te fiz, nem te prometi. Mal estava aqui. Mas seu abraço apertado, suas palavras intocáveis, me fizeram sentir a estranheza do sentimento desvinculado. Ô Estrelinha. Como é que fizestes isso? Logo comigo que levantei tantos ceticismos. Nasceu, disso tenho certeza, no céu mais limpo que havia. De estrela só havia você, e do seu carinho outras estrelas nasceram. De você, Estrelinha, veio a pureza das pequenas estrelas. Texto por Natalia Maciel.